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HISTÓRIA » O SISTEMA ESQUELÉTICO 

 Menu Biologia

Introdução 
A flexibilidade surpreendente do pequeno corpo duma criancinha, a dura fortaleza do físico dum atleta olímpico ou as curvas modeladas duma mulher sensual, até o corpo curvado da mulher idosa, que já tem perdido centímetros de altura e se torna arqueado e duro... Tudo isso fala dum sistema que nos sustenta e nos dá forma interiormente, possibilitando o corpo se endireitar, se arquear e os órgãos conservar um espaço apropriado para seu funcionamento. É a nossa estrutura óssea, o nosso sistema esquelético que deve receber muitos cuidados para conservar sua saúde.
O sistema esquelético está composto por 206 peças duras, resistentes e flexíveis chamadas ossos, pelas cartilagens que são partes mais moles que recobrem as extremidades dos ossos e fazem parte da estrutura do nariz, do pavilhão do ouvido e das costelas e pelos ligamentos que ligam os ossos nas articulações. 
O esqueleto humano é o conjunto organizado de ossos, cartilagens e ligamentos que se interligam para formar e estabilizar o arcabouço do corpo. Podemos dividí-lo em duas categorías: o esqueleto axial e o apendicular. 
Os ossos do esqueleto axial constituem o eixo principal do corpo e também formam as paredes de cavidades corporais como por exemplo: o crânio, a coluna vertebral, as costelas, o esterno, etc. 
O esqueleto apendicular está formado pelos ossos das extremidades, tanto das superiores quanto das inferiores e os ossos dos ombros (a cintura peitoral) e o quadril (a pelve) que ligam os membros com o esqueleto axial.
Quimicamente, os ossos estão formados por matéria orgânica e por matéria inorgânica. A parte orgânica está composta principalmente pelo colágeno que é uma proteína que lhes concede elasticidade, flexibilidade e resistência. A parte inorgânica está formada por sais minerais, por exemplo o cálcio e o fosfato que conferem dureza e rigidez aos ossos. Aproximadamente, a parte orgânica constitui 33% e a inorgânica 66% dos ossos. Essas proporções se modificam com a idade; na infância, a parte orgânica é comparativamente maior: é o período no que os ossos podem se tornar curvos e acontecer deformidades como o raquitismo, por exemplo quando não se recebem as quantidades necessárias de sais de cálcio. 
O cálcio, o elemento fundamental para o funcionamento normal do organismo, obtem-se dos alimentos da dieta diária. 
Ele proporciona rigidez não apenas aos ossos, mas também aos dentes.

Ele intervem em diversos processos como a contração muscular, a transmissão de impulsos nervosos, a coagulação do sangue, etc. 
Nos ossos, achamos três classes principais de células ósseas: os osteoblastos, os osteócitos e os osteoclastos. Os osteoblastos têm a responsabilidade da formação do osso. Eles sintetizam e segregam o colágeno, que se alinha organizadamente formando uma matriz orgânica conhecida como osteoide. Nela se deposita o cálcio e o fosfato em forma de massa amorfa. Depois, com o acréscimo de íones hidróxido e bicarbonato à parte mineral, formam- se os cristais maduros.

Os ossos contêm dois tipos de tecido ósseo: o osso compacto e o osso esponjoso. 
O denominado osso compacto se localiza na parte externa, embaixo do periósteo (a membrana conjuntiva que reveste os ossos) de grande dureza e densidade, cuja grossura depende da exigência mecânica. Organiza-se em forma de finas lâminas concêntricas, que fazem parte dos denominados sistemas Haversianos. 
O osso esponjoso é o de menor peso, tem forma de grade, com espaços ósseos nos que se encontra a medula óssea. Geralmente, localiza-se na parte interna da diáfise ou corpo dos ossos e nas extremidades ou epífise. 
O osso está revestido pelo periósteo que é uma membrana com uma particularidade fibrosa que se cola com firmeza a ele. Na sua face interna possui os osteoblastos que participam do crescimento e da restauração do osso. É vascularizada e essa é uma caraterística muito importante, posto que através de seus vasos sangüíneos chegam substâncias nutrícias às células ósseas. 

As funções principais dos ossos são: 

Apoio do corpo.
Fornecem pontos de inserção aos músculos de modo que possam se originar os movimentos. Os ossos juntamente com os músculos e as articulações, fazem parte do sistema locomotor.
Fornecem rigidez ao corpo.
Protegem os órgãos internos como o cérebro, os pulmões, etc. formando cavidades duras onde eles se encontram, por exemplo o crânio.
São lugares de origem das células sanguíneas. Os ossos possuem uma parte denominada medula óssea vermelha, onde se fabricam os glóbulos vermelhos. 
Segundo sua forma, os ossos se classificam em longos, curtos, planos e irregulares. 
Considera-se a este tipo como "o protótipo de osso". Denominamos diáfise ao eixo ou ao corpo dos ossos de característica oca e epífise às suas extremidades. Na diáfise, podemos diferenciar uma camada externa de osso compacto de aproximadamente 3 mm. de grossura e na parte interna encontramos osso esponjoso, do mesmo jeito que nas extremidades onde são particularmente esponjosos e expandidos, nos que o osso compacto é de pouca espessura e semelhante a uma casca grossa.
Na cavidade medular da diáfise dos ossos longos dum adulto encontramos a medula óssea amarela (principalmente gordura). Ela pode voltar a se transformar em medula óssea vermelha. Na epífise ou extremidades, os interstícios dos ossos esponjosos estão repletos de medula óssea vermelha ou tecido hematopoético (produtor de glóbulos vermelhos). 

Os ossos longos têm maior longitude do que largura; por exemplo podemos mencionar o úmero, o fêmur, as falanges dos dedos, etc.
Eles agem como alavancas para gerar o movimento na contração muscular. Os ossos longos dos membros inferiores são os que agüentam o peso corporal. 
Esses ossos são aplanados e ligeiramente curvos. Podemos citar a omoplata, os ossos do crânio, etc. 
Por exemplo nos ossos do crânio, o osso compacto forma uma tábua externa e outra interna; no meio das duas encontramos osso esponjoso que é rico em veias e recebe o nome de diploe. Essas duplas camadas compactas desempenham uma função de proteção, posto que uma pancada na cabeça pode fraturar a camada externa e não a interna, que desse jeito não se prejudica e protege o encéfalo. 
Nesta categoría se encontram os ossos do carpo (ossos do pulso), os ossos do tarso (ossos do tornozelo), etc. Eles estão agrupados e possibilitam o movimento formando pontes de ligação. Também intervêm sobretudo em matérias de estabilidade, como por exemplo no caso do tornozelo. 

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