Home

Quem Somos

Escreva-nos

Recursos Úteis
Encontre Soluções para questões como:

Recursos Pedagógicos

Esclareça as suas perguntas aqui

Internet

Como navegar na Internet
Equipamento (hardware)
Programas (software)
Correio electrónico (e-mail)
Endereços na Web
Correio do Professor
Ler Mensagens
Adicionar Mensagens
Espaço de Membros
Para ter acesso a debates e mais torne-se membro, inscrevendo-se aqui
Já inscrito? Entre por aqui
Site criado para os professores moçambicanos com o apoio da

Unesco Logo

FÍSICA » TIPOS DE ECLIPSES

Menu Física

Conta a história que, por falta de víveres, Colombo ameaçou os nativos da Jamaica que ia tirar-lhes a Lua. Naturalmente, conhecia a predição de um eclipse para dois dias depois e aproveitou-se da ingenuidade dos indígenas para obter as provisões.
Em astronomia, eclipse (do grego ékleipsis, "desaparecimento") é o obscurecimento temporário, parcial ou total, de um corpo celeste por outro. Produz-se quando três objectos celestes colocam-se em posição alinhada.
Na mitologia de quase todas as culturas antigas registam-se referências de eclipses como combates de astros contra forças malignas. Os povos primitivos escondiam-se dos eclipses solares e procuravam afugentar presságios funestos com gritos e ruídos de metais durante os obscurecimentos da Lua. Trata-se, pois, de um fenômeno celeste observado desde épocas remotas. Algumas teorias sustentam que o círculo megalítico (feito de grandes pedras) de Stonehenge, nas ilhas britânicas, era utilizado, já no paleolítico, para sua previsão. Testemunhos históricos comprovam que os astrônomos babilônios construíram seu calendário, precursor do actual, com base na periodicidade dos eclipses, a partir de imensa compilação de dados registrados há mais de 2.500 anos. Em tempos mais modernos, os eclipses continuaram a suscitar superstições e temores. Em algumas culturas ainda são interpretados como augúrio de catástrofes e epidemias.
O alemão Johannes Kepler descobriu, no século XVII, que a órbita da Terra ao redor do Sol descreve uma elipse. Esse movimento ocorre num plano (a eclíptica) que se apresenta inclinado em relação ao equador terrestre em um ângulo de 23º27'. A resultante inclinação do eixo da Terra, levemente variável pelas influências gravitacionais dos planetas -- principalmente Vênus e Júpiter -- explica a diferenciação das estações e a existência dos eclipses.


Eclipses solares

Ao interpor um objecto opaco na trajectória de um feixe de raios luminosos, cria-se uma zona de sombra ou obscuridade total e uma zona mais externa de penumbra, onde a intensidade da luz se atenua e a ocultação é apenas parcial.
Do mesmo modo, se a Lua, em seu movimento orbital ao redor da Terra, se situa em posição tal que intercepta os raios solares, ela projecta sobre a superfície terrestre zonas de sombra e penumbra. Quando a Lua oculta por completo o disco solar, diz-se que o eclipse é total. Como o diâmetro da Lua é cerca de 400 vezes menor que o do Sol e este está 400 vezes mais distante da Terra, a sombra da Lua projetada sobre a Terra tem apenas 260km de largura. É por isso que um eclipse total do Sol só pode ser observado de uma faixa geográfica restrita. Durante um eclipse total do Sol, o período de obscurecimento dura cerca de sete minutos, pois a sombra da Lua se desloca a uma velocidade de 2.400km/h.
Às vezes, se a Lua está suficientemente distanciada, ela cobre apenas a parte central do disco solar, e com isso originam-se os chamados eclipses anulares. Em princípio, seria produzido um eclipse solar em cada alinhamento da Lua e do Sol observado a partir da Terra, se o plano orbital da Lua não estivesse inclinado em relação à eclíptica. Assim, é necessário que a Lua atravesse o plano da eclíptica em sua fase nova para que se produza o eclipse. Durante os eclipses solares alcançam-se condições adequadas para a observação da coroa e da cromosfera do Sol, assim como das erupções que ocorrem em sua superfície.

Eclipse da Lua

Os eclipses lunares se produzem quando o satélite terrestre se coloca em posição alinhada e oposta em relação ao Sol visto a partir da Terra, e se esconde no cone de sombra que a Terra iluminada projecta atrás de si. Por não possuir brilho próprio, a Lua fica total ou parcialmente obscurecida, se não recebe raios de Sol; isso ocorre quando ela se encontra na fase cheia e atravessa ao mesmo tempo o plano da eclíptica.
Os eclipses da Lua, ao contrário dos solares, são visíveis de todos os pontos do hemisfério voltado para a Lua, inclusive de qualquer lugar do planeta em cujo horizonte ela se encontre. Por vezes, esses eclipses são penumbrais: a perda do brilho do satélite é quase imperceptível a olho nu.
Podem ocorrer vários eclipses -- dois ou três da Lua e de dois a cinco do Sol -- num ano, isto é, vários alinhamentos perfeitos desses astros com a Terra. Tais eclipses são periódicos e se repetem aproximadamente com a mesma freqüência a cada 18,9 anos.

Outros tipos de eclipses

Embora menos conhecidos do que os eclipses do Sol e da Lua, existem outros fenômenos de eclipse de notável interesse astronômico. A ocultação de estrelas pela Lua proporciona dados sobre o movimento orbital e o diâmetro das estrelas. Por outro lado, os planetas mais próximos do Sol -- Mercúrio e Vênus -- podem ocasionalmente passar diante do disco solar, o que se visualiza a partir da Terra como pequenos pontos obscuros que se movem lentamente sobre a superfície da estrela. O trânsito de Vênus tem importância na determinação da posição e do tamanho do Sol.
Praticamente imperceptíveis a olho nu, porém de grande utilidade no cálculo das distâncias estelares, são as estrelas binárias eclipsantes. É muito freqüente se constituírem, num mesmo sistema gravitacional, grupos de duas ou mais estrelas que giram em torno de um mesmo ponto do espaço. Alguns desses sistemas estão dispostos de maneira que, transitoriamente, uma das estrelas eclipsa a outra; este é um óptimo momento para medir suas dimensões, luminosidade e distância em relação à Terra.

(c) MINED --- Design ISCD Best view in 800x600