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Feudalismo, sistema contratual de relações políticas e militares entre os membros da nobreza da Europa Ocidental durante a Alta Idade Média. O feudalismo se caracterizou pela concessão de feudos, quase sempre em forma de terras e trabalho, em troca de proteção política e militar. O contrato feito era selado por um juramento de vassalagem e fidelidade. O feudalismo unia a proteção política e militar à possessão de terras com o propósito de preservar a Europa medieval da desintegração em diversos domínios independentes depois da queda do império carolíngio.
No século IX, muitos personagens poderosos se esforçaram para constituir seus próprios grupos de vassalos dotados de montaria, a quem ofereciam benefícios em troca de seus serviços.
O vassalo não só prestava o juramento obrigatório de fidelidade a seu senhor, como também um juramento especial de vassalagem ao senhor feudal, o qual, por sua vez, lhe concedia um feudo. Desse modo, o feudalismo se tornou uma instituição política e militar, fundamentada em uma relação contratual entre duas pessoas individuais, que mantinham seus respectivos direitos sobre o feudo.
O feudalismo alcançou a maturidade no século XI e teve seu ponto máximo nos séculos XII e XIII. Sua origem foi a região compreendida entre os rios Reno e Loire, dominada pelo ducado da Normandia. Com a conquista por seus soberanos, no final do século XI, do sul da Itália, Sicília e Inglaterra e a ocupação da Terra Santa pela primeira Cruzada, as instituições feudais foram estabelecidas em todas essas áreas. A Espanha também adotou um certo tipo de feudalismo no século XII, igual ao implantado no sul da França, no norte da Itália e nos territórios alemães. Também a Europa Central e a Oriental conheceram o sistema feudal durante um certo tempo e em grau limitado, sobretudo quando foi implantado o feudalismo no império bizantino depois da quarta Cruzada.
A proteção militar era fundamental no feudalismo. Durante os séculos XII e XIII ocorreram muitos conflitos entre os senhores e seus vassalos devido aos serviços que estes últimos deveriam prestar. Na Inglaterra, a Magna Carta definiu as obrigações dos vassalos do rei.
Devido ao caráter contratual das relações feudais, qualquer ação irregular cometida pelas partes poderia originar a quebra do contrato. Quando o vassalo não cumpria as obrigações exigidas, o senhor podia confiscar seu feudo.
Os monarcas, durante toda a época feudal, tinham outras fontes de autoridade além de seu domínio feudal. O renascimento do saber clássico significou o ressurgimento do Direito romano, com sua tradição de governantes fortes e da administração territorial. A Igreja considerava que os governantes deviam seu poder para governar graças à concessão divina e estavam revestidos de um direito sagrado. O florescimento do comércio e da indústria deu lugar ao desenvolvimento das cidades e do aparecimento de uma burguesia incipiente, a qual exigia que os príncipes mantivessem a liberdade e a ordem necessárias ao desenvolvimento da atividade comercial. Essa população urbana também exigia um papel no governo das cidades para manter sua riqueza.
O feudalismo alcançou o ponto culminante de seu desenvolvimento no século XIII; a partir dessa época, começou a entrar em decadência, que foi acelerada nos séculos XIV e XV. Na Inglaterra, as possessões feudais foram abolidas pela lei em 1660, mas resistiram em algumas regiões da Europa até que o direito consuetudinário foi substituído pelo Direito romano, processo concluído por Napoleão.
Servidão na Idade Média:
Durante a Idade Média européia, os camponeses passaram, obrigatoriamente, a viver e trabalhar em um único lugar a serviço dos nobres latifundiários. Esses trabalhadores, chamados servos, que cuidavam das terras de seu dono, a quem chamavam de senhor, recebiam em troca uma humilde moradia, um pequeno terreno adjacente, alguns animais de granja e proteção ante os foragidos e os demais senhores. Os servos deviam entregar parte de sua própria colheita como pagamento e estavam sujeitos a muitas outras obrigações e impostos.
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